Fridaycast 160 – O tema principal começa aos (3:46)

Bancada: Cris Bertold, Michel Gomes e Renata Oliveira.


Convidada:

Camila Galetti – doutoranda e mestra em sociologia pela Universidade de Brasília. Tem estudado teoria feminista, neoliberalismo e extrema-direita. É pesquisadora do projeto Mulheres Eleitas (LAPPCOM/UFRJ).


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Arte de capa: Carlos Anibale – behance.net/anibalecarlos


Nos últimos anos, muito tem se falado da cultura do estupro nas redes sociais. Ainda assim, há quem diga: “Como assim, ‘cultura do estupro’? Eu nunca estuprei ou assediei ninguém!”.

Na verdade, o assunto é muito mais denso! 

Em 2018, a promoter catarinense Mariana Ferrer, de 23 anos, foi estuprada em uma festa em uma boate. Um tempo depois, ela acusou o empresário André de Camargo Aranha de ter sido o estuprador. 

No dia 2 desse mês, o site Intercept divulgou um vídeo do julgamento, que gerou revolta nas redes sociais. Nele, o advogado de defesa humilhou Mariana de diversas formas, mostrando fotos dela nas redes sociais onde estaria, segundo ele, em “poses impróprias”. 

No vídeo, nem o promotor do caso, que deveria defender a vítima, e nem o juíz fizeram nada para conter a humilhação. No fim, André foi considerado inocente, no que ficou conhecido como “estupro culposo” pelo Intercept. 

A conivência da justiça e da opinião pública com casos de estupros não são raros. 

Há pouco mais de um mês o Santos anunciou a volta do jogador Robinho para seu time, depois de anos jogando fora do país. O problema aqui é que ele e um amigo foram condenados em primeira instância por estupro pela justiça italiana. 

O time só voltou atrás depois de muita pressão nas redes sociais e, consequentemente, dos patrocinadores. 

Novamente, não são casos isolados. 

A “cultura do estupro” está muito além do “quem é o culpado”, mas também de como a sociedade vê esse tipo de acusação, como as vítimas são acolhidas e como são tratadas por aqueles que deveriam protegê-las: a polícia, a justiça brasileira e, muitas vezes, a própria família.

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